eu não tenho um lado racional.
meu erro é ser só coração.
“éramos todos amor da cabeça aos pés”
“não há nada que me tire mais do sério do que a incerteza. minha vida pára. eu não respiro. odeio quando não me respondem emails. odeio quando somem e não atendem telefonemas. não quer falar? atende e manda tomar no cu. mas me deixar em standby é a coisa que eu mais odeio na face da terra, excetuando talvez metrô em horários de pico, acessos de buzina e coisas encaixotadas.”
obrigada a rhy, que me apresentou à clarah averbuck.
eu queria ser menos bipolar.
porque acordar te amando, passar o dia querendo distância, ter saudade a tarde e dormir te odiando tá começando a me cansar.
você é tão dependente de mim quanto eu de você.
só que você disfarça melhor.
eu nunca vi alguém se entregar tanto, com tanta vontade e intensidade como você. quer dizer, eu já fiz isso, mas eu era novinha, não sabia nada da vida, e realmente achava que era assim que funcionava.
mas você faz isso de uma forma tão inocente, tão bonitinha, do jeito que eu sempre quis! parace bom demais pra ser verdade. me levar pra longe, só pra ficar junto é mais do que eu poderia desejar. me amar nos meus momentos de fúria fútil: “tem que te amar muito pra te aguentar, thaís. ainda bem que eu amo”. ainda bem.
é impossível não apaixonar, não amar, não me entregar da mesma forma.
eu descobri que passeio na chuva sem guarda-chuva pode ser uma desmonstração de amor sem igual.
tava com saudade disso aqui. de me sentir eu, de sentir a ânsia, essa necessidade de falar.
eu já não sei mais o que eu quero. eu sei que preciso descansar, de uns dias pra mim. PRA MIM. sem ninguém.
acho que tem uns 3 anos que não tenho meu tempo comigo, sozinha. acho que tenho medo de ficar sozinha. porque são nesses momentos que a gente descobre o que a gente realmente sente, realmente pensa, e acho que eu não quero descobrir isso agora. quer dizer, não sei.
as vezes, em alguns momentos de coragem (que não são muitos) me vem uma sensação de “i want to break free”, me livrar de todas essas coisas que eu mantenho na minha vida só pra ocuparem um espaço, pra estarem lá. mantenho só por manter, mesmo. mas esses momentos são tão raros…
normalmente o que eu quero é ter alguém por perto, pra me distrair, um emprego, pra não perder tempo pensando besteira. algum filme ou livro ou alguma coisa pra manter a mente ocupada.
eu preciso ter mais coragem, eu sei.
ficar sozinha não é o fim do mundo.
a sensação do post anterior foi desvendada.
era TPM.
Sabe quando vem aquela sensação de que algo está pra acontecer?
Alguma coisa que vai mudar tudo, outra vez. Um frio por dentro que é constante.
Pois é. A sensação está aqui.
Meus textos são sempre repetitivos. Acho que as coisas que me afligem são sempre as mesmas: elas vêm e voltam, as vezes mais fortes, as vezes menos.
Tá, então mais uma vez o amor bateu na minha porta e eu abri, e deixar ele entrar. Ofereci um café, “não quer ficar um pouco mais?” e agora ele mora aqui. O tempo todo. E pra onde quer que eu vá, ele está aqui. E as pessoas me dizem “você deveria se abrir um pouco mais pras outras coisas do mundo.” Mas como eu poderia? Como é que eu posso me livar desse amorzinho, e ir viver o resto?
Viver essa coisa de amorzinho faz mal as vezes, nós sabemos. Causa dor, causa lágrima, mas é “tudo coisa de mulherzinha”, e no dia seguinte é como se nada tivesse acontecido. Pelo menos é assim que eu me sinto agora. Como se as coisas ruins que vêm depois fossem passageiras, e nem merecessem ser consideradas, porque elas me afetam tão pouco quando comparadas às coisas boas (eu sei que não é bem assim)…
O que me incomoda nessa história não é a falta de liberdade, porque eu não quero ser livre demais, sabe? Eu me sinto perdida quando estou muito livre. Sem saber pra onde ir, o que fazer. Eu sei que é ridículo, mas independência total não me atrai (pelo menos, não por enquanto)… O que me incomoda não são os outros me prendendo. O que me incomoda, na verdade, é o sentimento de dependencia que EU CRIEI. Eu me sinto na obrigação de dar satisfação, e avisar, e evitar do desencontro. Me sinto obrigada a ter amorzinho nos fins de semana, e durante a semana, e sempre que possível.
Mas acho que esse amorzinho veio assim, tão diferente do anterior, que as necessidades de presença e atenção que eu tinha foram substituidas por uma necessidade de algo que me sobrava anteriormente: espaço.
Ah, eu to sempre reclamando, e nunca estou satisfeita.
A culpa disso tudo é minha, e é óbvio que eu sei disso.
Fui eu que convidei e ofereci o café. Antes eu tivesse estabelecido uma distancia saudável, in the first place.
Eu não tenho uma boa régua. Não sei o que é distância saudável.

